A Ilha Perdida

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O barco está à faz cinco horas em deriva, o motor parou de funcionar e não consegui fazê-lo voltar a funcionar. Quando fui comprar esse barco meus amigos me aconselharam a comprar um barco que fosse novo e não essa geringonça, e não tive como recusar em comprar esse barco, porém me apaixonei por ele no ato da compra. Indico para todos um dia comprar um barco, fiz isso depois de muito tempo, gastei todas as minhas economias nesse barco que me fez ficar aqui perdido em alto-mar.

Desci para comer alguma coisa no convés, fiquei lembrando de quando eu era pequeno e sonhava em viajar pelo mundo sozinho, conhecer lugares diferentes onde poderia desbravar tudo que eu conseguisse. Toda criança gosta de transformar seus brinquedos em coisas reais de viajar quando cresce, pois, eu não era diferente, e onde eu fosse estava com meu barquinho debaixo do braço, até que um dia um garoto mais velho tomou dos meus braços e pisou em cima do meu companheiro de muitas viagens imaginárias, isso não colocou um ponto final, fez com que eu me interessasse muito mais para conseguir realizar o meu sonho de conhecer o mundo pelos mares e oceanos.

Fui para proa para dormir sob as estrelas, o sono está forte, consegui dormir um pouco quando fui acordado pelo mar revolto e água entrando em minha boca, fiquei apavorado, corri para segurar o leme e manter à direção no sentido das ondas. As ondas ficaram intensas, ficou difícil de segurar o leme, uma onda gingante formou-se sobre mim, então o barco foi atingido em cheio, vi que o barco foi partido ao meio, as duas partes afundaram simultaneamente, me soltei da parte onde estava e nadei para uma porta que boiava paralelamente a mim; subi e adormeci com lágrimas nos olhos.

O sol raiou e fui acordado por som de pássaros voando, rugidos de macacos, fiquei feliz em saber que estava à salvo em uma ilha, agora precisava achar comida e água potável. Sem comer um ser humano consegui ficar quatro semanas, inegavelmente, sem água não podemos passar de quatro dias. Preciso encontrar água com urgência.

Percorri a ilha com pouco esforça, esse lugar tem alguns quilômetros quadrados de cumprimento, e não localizei água limpa em lugar algum, a única opção que enxerguei foi beber água de coco, peguei um coco que estava no chão e atirei nos cocos verdes que estão no coqueiro, somente na décima tentativa acertei os cocos e isso foi o bastante para derrubar seis cocos no chão. Hidratado fui em busca de comida.

Essa parte não foi fácil de conseguir, tentei pescar alguns peixes e não fui bem-sucedido, corri atrás de alguns porcos-do-mato e fui perseguido por eles, então fiquei com os vegetais que encontrei e conhecia quando percorria o supermercado. Agora, mantei uma pequena cabana para uma eventual chuva. Deitei na improvisada cama de palha, e lembrei da vida que tinha antes de ficar perdido em uma ilha em algum lugar: Eu tinha tudo e não sabia, podia abrir a geladeira e beber leite, podia fazer muitas coisas com facilidade, eu gostava de ficar sozinho e longe das pessoas. Tudo que tinha na vida anterior a esse acontecimento farei diferente quando eu voltar para casa, toda promessa parece verdadeira quando estamos desesperado, porém minha promessa não será em vão e farei tudo diferente do que fazia, aliás eu não faço coisas ruins aos outros, sei lá, já está tarde e é difícil enxergar nesse escuro, vou deixar para escrever esse diário amanhã.

Após algumas semanas me adaptei bem a minha condição de índio não nativo, aprendi a pescar e caças porcos-do-mato. Hoje tenho cabana bem elaborada, me contive em construir uma cabana sinuosa para ocupar o meu tempo, isso fez que eu não ficasse louco, falando em acostumar com o local hoje vi uma embarcação passar próximo de onde estou, assim me reascendeu à vontade de ir embora e voltar para minha nova vida na cidade, e de noite faria uma fogueira e tentaria fazer o sinal de S.O.S. que lembro das aulas de escoteiro.

A pilha de madeira está pronta para começar meu pedido de socorro, risquei uma pedra na outra e logo a palha pegou fogo, não demorou para às chamas ficarem altas. Fiquei olhando para o mar esperando que algum navio parecesse e viesse ao meu encontro, e ao invés disso fiquei com o coração partido por saber que ninguém viria me buscar. Chorei como uma criança, em posição fetal. O desespero tomou conta de mim e não consegui fazer nada, além de chorar por toda noite. Cochilei ao amanhecer.

Estava caçando javali com armadilha quando olhei para o mar, avistei o navio ao horizonte, ainda era dia e nem me preocupei em fazer a fagueira ou tentar chamar atenção de alguma forma, corri para pegar o javali que caiu na armadilha de lanças de galhos ficados em um buraco.

Esse cheiro de javali assado abre o meu apetite, e fico querendo comer tudo de uma vez só, notei que meu lado animal está aflorando como nunca senti e hoje sou mais animal do que homem e tenho ficado forte emocionalmente e fisicamente. Consigo fazer coisas que antes me doía todos os músculos e hoje sou puro músculo.

Estou à beira da fogueira para devorar o javali, quando olho para o mar, e avisto o navio parado no mesmo lugar que vira antes, não pensei duas veze e corri para ascender à fogueira, bati uma pedra na outra como o ritmo acelerado do meu coração.

Meu sentimento ficou a flor da pele, pude senti meu coração pulsa e um fio de esperança fazer eu pegar meu arca e flecha, coloquei pedaço de tecido na ponta da flecha e coloquei fogo. Atirei um, duas e três flechas e, somente, na sexta tentativa que consegui um sinal do navio, sua luz apontou em minha direção e lancei outra flecha, corri para fazer o sinal de S.O.S., consegui o retorno de sinal por parte deles. O navio virou a proa em minha direção e soube que estaria em pouco tempo na minha casa e poder ver meus entes queridos.

O navio atracou, enviou bote inflável com três tripulantes a bordo, meu coração pulava forte no peito. Os homens empunhavam armas por segurança, fiquei preocupado em ver esse metal mortífero, certamente me chamaram e perguntaram o que estava fazendo ali e expliquei tudo o que tinha acontecido, cada pedaço que contava da história faziam expressão de espanto e fizeram a pergunta salvadora se eu queria voltar para casa, e assinalei com a cabeça que sim e não pude suportar que minhas lágrimas escorressem pelos meus olhos.

Eu era um homem mesquinho e gostava de pisar nas pessoas, tudo mudou quando fiquei perdido durante 8 meses em uma ilha perto do atlântico, tal ilha nuca havia sido descoberta, isso terminou quando terminei de publicar um livro sobre tudo o que me aconteceu lá e hoje sou homem moldado pela dificuldade, gosta de ajudar as pessoas, tornei-me justo com todos a minha volta e comigo mesmo. Sou grato pelos homens que me salvaram e até hoje mantemos contatos, virou laço de amizade.

Como dizem: Para todo sofrimento existe a felicidade, isso mostra como temos que aprender a controlar nossas emoções ruins e valorizar as emoções positivas. Seja positivo e manterá sempre a esperança acesa em seu coração.

A Transformação

Margot estava sentada em sua cadeira de balanço observando o movimento na rua, neste horário do dia, 14:00 horas, não havia muito que olhar e ficou prestando atenção nas mulheres que iam lavar as roupas na lavanderia da esquina. Eram mulheres com andar elegante, com roupas bem arrumadas em seus corpos esqueléticos, ela pensou como poderia haver mulheres tão bonitas como àquelas, pois ela se achava um ser inferior em relação a todas elas.

Desde pequena era chamada patinho feio por seu corpo arredondado e seu nariz adunco, não conseguia se desvencilhar das ofensas dos colegas de escola, e por isso passou por diversas instituições de ensino. Sua mãe sempre pedia para ela esquecer tudo, inconscientemente não tirava da cabeça todas as ofensas que lhe foi dirigida.

Uma certa vez disse para todo mundo que virou bruxa, assim lançando palavras destorcidas para todos que a maltratasse, as crianças ficavam apavoradas por acharem que poderiam transformar-se em sapos ou algo pior. Ficaram apenas apontando quando a coitada passava pela ou qualquer outro lugar, deste modo ela foi apelida de Bruxa do Oeste. Sendo uma referência maldosa da bruxa do Mundo de OZ.

O ônibus chegou para Margot ir na casa da tia Justina, com quem sempre teve o apoio em tudo, a tia mora em São Paulo. Margot ficava pensativa toda vez que iria para casa da tia querida, sabendo que poderia contar o que quiser sem ser reprimida. Seus pensamentos ficaram preso naquelas mulheres lindas que lavam roupas na lavanderia e um sentimento de ser igual a elas lhe veio na mente, e como poderia ser como elas se era apenas uma bruxa mal arrumada.

Nunca teve namorado, seu coração carrega decepções há cada tentativa de se aproximar de rapazes com quem namorava em sua cabeça, quando chega perto para começar uma conversa com os rapazes, era como se um monstro aparecera e todos saiam correndo gritando que a bruxa queria lhes transformar em sapo.

Desceu na rodoviária do Tietê, percorreu algumas lojas para levar algum presente para a tia Justina, achou um ramo de flor; colocou em um vaso sem graça, antes que saísse do local arriscou na Mega Sena e correu para embarcar no metrô com destino ao Bairro Liberdade.

Tia Justina é uma mulher gorda e falante, sempre fala com um sorriso no rosto redondo, todos da vizinhança falavam que é à mulher de maior coração neste mundo, continuamente se dedicava em ter piedade dos oprimidos. Justina queria agradar todos como podia, pois, sua rendo não é das maiores, heroicamente faz desta rendo valer mais para si mesma e para quem acaba de conhecer ou já conhece. “Ah, que mulher de grande coração. ” Assim diziam todos.

Margot, bate palma na casa da tia, a tia saí na soleira da porta e dá um grita agudo para a sobrinha. As duas se abraçam demoradamente diante o céu azul e nuvens com formatos irregulares. Tinham muito o que falar sobre a vida.

Conversaram sobre tudo que sabiam, e a conversa foi cair justamente nas opções de namorados de Margot, ela como sempre desvencilhou com o seu trabalho de secretária em um consultório odontológico. Sua tia aceitou como fingindo esquecer do assunto, queria falar que um dia tudo iria muda, mas engoliu goela abaixo.

No dia seguinte ficaram do lado de fora com cada uma com uma xícara de café na mão, Margot conseguiu dar um sorriso depois da tia recordar da infância e foram para a sala assistir televisão, na hora estava repetindo o resultado da Mega Sena, e alertando que o ganhador ainda não havia retirado o prêmio. Margot, foi conferir os números do sorteio no seu bilhete amassado, quando de súbito pulou como um canguru por toda sala. Sua tia ficou aflita pensando que havia acontecido algo de ruim, porém percebeu que Margot pulava de alegria.

Ganhei o jogo e agora estou rica com esse prêmio que irei receber, as duas foram direto para o banco resgatar o prêmio da loteria. O gerente ficou surpreso pela feiura das duas mulheres, desacreditando que poderiam ser essas duas as ganhadoras do prêmio, inegavelmente o bilhete foi entre e conferido pelo gerente. As duas ficaram que a transação fosse concluída, e deram comissão ao gerente para manter sigilo absoluto de suas identidades.

Seis meses se passaram após terem pego o prêmio da loteria, Margot passou por plástica praticamente por todo corpo e para sua tia não foi diferente. Margot parecia atriz de filme francês, ficou linda, em nada lembrava àquela bruxa que era, agora onde passava conseguia tirar suspiro dos homens. Subia a rua para lavar roupa junto das suas amigas um dia invejadas.

Um Dia Para Recordar

 

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Um Dia Para Recordar

Hoje o sol está imaculado e brilhando como nunca no céu azul, nuvens passam por ele tão rápidas quanto apareceram que fazer meu dia valer por todos os dias que não vivi com intensidade, de todo modo fiquei apenas sendo algo que não sou para mim e fui um produto criado para agradar os outros. Neste meu primeiro dia de libertação quero ser eu mesmo daqui para frente.

Levanto da cama com disposição e vigor da minha idade, 17 anos, faço um café-da-manhã recheado de calorias; corro para me arrumar e sair em uma caminha pela avenida principal da cidade, aqui não é uma cidade grande e por isso posso me locomover a pé para onde eu quiser ir às periferias da cidade.

Na avenida não há muitas pessoas circulando a pé, vejo carros apressados e de vez em outra vejo buzinas nervosas, mas não perco o meu ritmo de curtir o meu dia. Percebo que o meu cadarço está desamarrado, abaixo-me e faço um nó como foi me ensinado, e antes que eu consiga me levantar por completo fui atingido por algo que me arremessou há alguns metros de distância. Uma menina de roller está caída falando algo que não consigo prestar a atenção, evidentemente estou concentrado eu seus olhos e boca, lindos como nunca vi, ela perguntou se eu não estava machucado e por que ficava como um bobo à olhá-la. Apenas disse que não estava me sentindo muito bem, então ela perguntou o que eu tinha, falei que estava encantado por ser atingido por um anjo que anda de roller e ela riu desinibidamente. Ah, como foi bom ver aquele sorrido direcionado para mim, o que poderia fazer para ter novamente este sorriso encantador. Infelizmente, não pude ficar e prometi para mim mesmo que não ficaria preso em agradar ninguém, além de mim mesmo. Meu eu me fez seguir o caminho oposto do da menina e nem tive tempo de perguntar o seu nome.

Os pássaros estão cantando nas árvores e a mulheres fuxicando nas janelas, vejo como é bom observar atentamente o movimento da vida que está ao meu redor. A chuva me informou por meio de uma gota em meu ombro direito que está por vir, então corri para me abrigar em uma lanchonete e aproveitei a ocasião para comer algo, um x-salada e suco de laranja desceram goela abaixo. Um homem aproximou-se de mim e perguntou se gostaria de participar de um teste para fazer um comercial na televisão, teria um salário considerável e poderia ser a abertura de uma vida de fama.

Como eu poderia aparecer na televisão se ao mesmo sei falar corretamente as palavras e entre muitas pessoas por que eu seria escolhido? Pensei no que eu buscava e, logo, desisti da proposta, segui pela avenida e achei muito estranhas as pessoas deste lugar, foi assim que mudei de rota e dobrei à próxima esquina. Um lugar calmo e com poucas pessoas transitando por perto ficou feliz em descobrir um lugar tranquilo onde eu poderia observar tudo ao meu redor.

Crianças brincavam à minha frente de pular corda, fiquei olhando com carinho todas aquelas crianças brincarem com tanta alegria no coração. Uma delas veio até mim e pediu que eu rodasse a corda, me senti o máximo em estar junto delas, sei que havia me transformado em uma criança novamente. Sem perceber um cachorro agarrou à corda de forma feroz, mas não entreguei para ele o brinquedo daquelas pobres crianças, foi quando resolvi agarrar o pescoço do cão e nos atracamos pelo chão como se eu fosse Peri, O Guarani, lutando com a onça. Não fui muito bem sucedido quando nosso herói, no entanto consegui adquiri mordias em várias partes do meu corpo, percebi que estava perdendo sangue e depois disso não vi mais nada.

Acordei no hospital Municipal em meio a grito por achar que ainda estava sendo atacado pelo cão, e era apenas à dor das minhas feridas enfaixadas. Olhei para o lado e vi um rapaz que estava me olhando com olhos esbugalhados, ele de supetão disse por que estava ali? Respondi que fora atacado por um cão para salvar um brinquedo de crianças pobres, então o galego respondeu enfaticamente que eu era um super-herói. Depois deste breve dialogo nos tornamos amigos inseparáveis por toda vida.

Um dia ou anos podem nos trazer muitas coisas para nos apaixonarmos; para trazer a fama, inegavelmente uma amizade jamais passa da vida das pessoas, pois tudo que você é está diretamente ou indiretamente relacionado com à amizade. Então, seja um bom amigo para sua mulher; para sua família e para seus amigos. Desta forma os seus laços afetivos jamais irão desaparecer da sua vida.

Transformado Pelo Amor

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O coração estava apertado em vê-lo novamente, os dois se entreolharam durante algum tempo sem que nenhuma palavra fosse dita. Nada era por acaso naquele momento, alguém havia juntado eles novamente. Quem faria uma coisa dessas? Será que o destino fez o papel de cúpido?

Como em qualquer dia John faz sua corrida matinal antes de ir trabalhar, ele se importa com sua saúde com ninguém e sempre tinha em mente que se ele não cuidasse de si mesmo ninguém o faria, então desde de muito pequeno ficou fascinado em ser independente. Estava cursando o último ano da faculdade e não sabia o que faria da sua vida após sair, queria viajar pelo mundo, dar um tempo nos estudo e colocar a mochila nas costas percorrendo os lugares mais bonitos que pudesse conhecer em uma ano. Desde de pequeno juntou dinheiro para fazer essa viagem, cada dinheiro que ganhou na sua vida foi para realizar o seu sonho. Seu pai desaprovava essa escolha do rapaz e não queria que seu único filho fosse um vagabundo ando para qualquer lugar. E se ficasse sem dinheiro no meio do caminho?

Sua vida foi cheia de emoção, fez todo tipo de esporte que conseguisse fazer entre os estudo e o lazer, no final das contas acabava abandonando o esporte e dizia que não havia uma conexão com ele nessas modalidades, por fim acabou ficando com a corrida. Sua identificação foi tamanha que poderia correr e paquerar as mulheres que andavam no percurso. Seus olhos verdes é uma armadilhas para as mulheres desavisadas e com simulação de torcer o pé, fazia sua armadilho e o resto era jogar o seu charme caucasiano. Na faculdade não empregava seu charme para as universitárias, não queria que elas ficasse em seu pé todo o tempo, então promove seus devaneios em outros lugares e o seu preferido é o parque onde corre. Sempre dá certo e acaba levando alguém para casa dispor do tempo juntos.

Na corrida, que inciaria em poucos minutos, olhou para todos os lados, e encontrou uma mulher linda que passou por ele várias vezes e em muitas destas vezes o olhou com insistência, agora é só fazer o seu charme e ver se ela vai cair nele. Ela passou por ele novamente. É agora.

– Aí, meu pé. – Pulou em uma perna só

– Coitadinho se machucou?

– Preciso ir para minha casa colocar gelo, senão amanhã não vou conseguir ir na reunião que terei com acionistas da minha empresa. – Gemeu de dor.

– Onde você mora que te ajudo?

– Fica a duas quadras daqui. – apoiou os braços na mulher.

A casa onde ele mora acabou de ser comprada depois que abriu sua empresa, até agora não avia mentido sobre nada, apenas queria impressionar a mulher com seu sucesso financeiro.

– Ali, aquela casa com a frente em azul claro. – Pulo de forma mais forçosa desta vez.

– Vou te deixar aqui e vou embora. Ela o encarava sem pressa.

– Por que você não aproveita para tomar um pouco de água comigo. – Seu sorriso era sex e mostrava segundas intenções.

– Olha eu mal o conheço, não sei nem o seu nome. Ficou com a expressão neutra.

– Prazer, me chamo John Newman.

– O prazer é todo meu. Sou Sarah Maccartiney.

– Olha estou pensando em tomar um drink. Sarah, me acompanha nessa. – Ofereceu um copo para moça.

– Seria um prazer. – Sorriu e andou na direção dele.

Antes do primeiro gole ela já estava sobre ele, queria apenas saciar o seu desejo de tê-lo dentro de si. Fazia pouco tempo que Sarah havia terminado com seu namorado, foi o termino mais difícil que vivenciou, no começo achou que não suportaria ficar sem o ex, mais na primeira noite que saiu com as amigas ficou com um cara e no outro dia tudo que sentira por seu antigo namorado se foi.

Na amanhã seguinte ficaram se beijando, era final de semana e o tempo era todo deles, pensaram em sair para algum restaurante juntos, contudo John simulou que iria se encontrar com a namorada e não poderia vê-la.

– Você é asqueroso e nojento, não sei com pude cair nesse fingimento absurdo de quem machuca o pé. – Ameaçou lançar o porta-retratos com a foto da sua mãe.

– Opa! Essa é minha mãe. – Correu tirar das mãos da moça.

Ela saiu correndo para à porta e quando saiu bateu com toda força.

– Isso acontece com frequência, todas batem à porta. – Olhou para foto da mãe que está em suas mãos.

Sempre aos domingo fazia uma visita para sua mãe que está internada no Hospital das Irmãs Carmelitas, seu quadro de Alzheimer é profundo e toda vez que ele conversava com ela na semana seguinte ela não lembrava de nada, então levava algumas fotos e o diário da mãe para que ele lesse para ela se recordar um pouco da sua história.

Depois que sua mãe ficou doente John cuidava das finanças da família, era uma família que foi passando de geração em geração a fortuna, em sua grande maioria ficaram no campo para terem mais tranquilidade, mesmo com a chegada da máquinas na cidade, porém sua mãe era uma pessoa que continuamente pensou em morar na cidade, desfrutar da mordomia que as pessoas tinham e das belas roupas que vestiam. Antes dela ir para cidade seu pai jurou que a tiraria do testamente, pois eles pertenciam ao campo. Esse fato é o único trecho da sua vida que o Alzheimer não conseguiu lhe tirar. Com a morte do pai ela consequentemente herdou toda fortuna que o pai tinha, mas anterior a isso ela já havia feito sua própria fortuna no ramo de restaurantes sofisticados.

– Olá, mamãe! – Entrou o pequeno vaso com rosas que trazia na mão.

Ela apenas o olhou e voltou a contemplar as rosas.

John virou para o outro lado com lágrimas nos olhos e se conteve para não chorar.

– Você sabe como está difícil ficar sozinho entre tantas pessoas, não consigo fazer amizade e nem arrumar uma namorada, é acho que a parte da namorada você pode tirar da sua cabeça, pois eu tirei da minha. – Segurou nas mãos dela.

– Ahhhhhhh! Chamem o meu pai, tem um homem querendo abusar de mim. – Ela gritou estridentemente.

As enfermeiras pediram para que ele se retirasse, seguraram a mulher como toda força e lhe aplicaram injeção com tranquilizante. John foi se afastando da cena que acompanhou e antes de virar o rosto para saída sua mãe caiu em sono profundo. Uma lágrima escorreu do seu rosto e prometera para si mesmo que não iria voltar a chorar.

Segunda – feira é um dia que volta com toda energia para trabalhar e em muitos desses dias ficava até mais tarde na empresa. Sua sala constitui em área de 250 m² e com vista panorâmica para toda a cidade de São Paulo, pensava em mudar-se para um local menor no prédio, mas quando via a vista da cidade não pensava no assunto por muito tempo. Todo dia é um dia diferente no ambiente de trabalha, por estar no topo da empresa sua responsabilidade em mantê-la de pé é gigantesca, não podia perder um cliente, gosta de cumprir metas e desafios que a ocasião impõem, sabe o nome da grande maioria dos funcionários, esquece os novatos, não seria para tanto lembrar todos, pois está administrando 1221 empregados.

Construiu o sistema por recompensa e toda vez que um funcionário se destaca entre os outros, ganha em dinheiro ou em passagens para viajar com acompanhante em algum lugar paradisíaco. Isso trouxe ânimo entre os empregados, os fazendo permanecer por mais tempo na empresa e aumentando a dedicação em cada ato. Sem dúvida John gosta de agradar as pessoas em sua volta, mas quando é para dizer o que se deve dizer diz de uma forma que fique esclarecido entre ambas as partes.

A semana passou rápido, final de semana se anuncio após John desligar à luz do apartamento para ir dormir. Estava trabalhando no novo projeto para ampliar o Shopping Norte, nesta empreitada consumiria oito meses de obra para ficar concluída, depois deixou de lado esse projeto e foi se dedicar à rede de restaurantes que administrava desde que sua mãe começou a esquecer tudo o que fazia, as finanças estão boas e houve aumento por procura pelos restaurantes. Ia tudo bem em sua vida financeira, evidentemente faltava alguma coisa em sua vida, não conseguia perceber o que faltava. O que poderia ser, se é um homem realizado profissionalmente?

No final de semana seguinte John foi ao parque para fazer sua corrida diária, o dia está lindo como nuvens branca com algodão doce, a temperatura está quente como ele gosta, munido de disposição e um pensamento inerente que o fazia observar todos em sua volta para definir qual das mulheres seria sua próxima vítima. Sua tática estava formada, quando ele passasse pela mulher mais bonita que vira no parque faria uma simulação de estar passando mal, desta maneira a moça não teria como não ajuda-lo.

A volta estava para completar e seria o tempo certo para encontrar com a moça linda, acelerou o passo para se antecipara, quando a viu caiu no chão com dor na barriga e não conseguia de levantar por nada.

– Moça, por favor me ajuda! Gemeu sem parar.

– O que você tem? A preocupação está visível em seu rosto.

– Estou com muita dor na barriga, começou repentinamente. – Arcou no chão de dor.

– Eu sou médica e posso de ajudar. – Tirou do bolso um celular.

– Vou chamar o resgate do hospital onde eu trabalho para te socorrer. – Falou como o celular na orelha esquerda.

– Nãoooooo. –Gritou e ficou de pé.

– Parece que você já melhorou e não precisa da minha ajuda. – Desligou o celular e colocou na suporte em seu braço.

– Espere um pouco, posso lhe fazer um pergunta? – Tirou a mão da barriga.

– Você acabou de fazê-la, não me faça perdeu o meu tempo, vim aqui para correr tranquilamente e não ser paquerada por um galanteador barato. – Virou para sair.

– Sei que começamos de uma forma errada, mas me deixa te mostrar a pessoa que sou? – Deu um sorriso bem largo.

– Você já mostrou. Nunca ouviu o ditado que a primeira impressão é a que fica? – Sorriu descontraidamente.

– Eu…

O pager toucou insistentemente, ela viu que a mensagem do hospital para realizar uma cirurgia de última hora em um paciente que estava na UTI havia oito meses, precisava correr do jeito que está e assim o fez. John nunca havia passado por isso e percebeu que havia um desafio para conquistar, pois em toda sua via os desafios o moveu e quanto maior o desafio, maior sua motivação para conquista-lo.

Foi à primeira vez que não consegui realizar suas investidas em uma mulher, pensou que precisava mudar de estio, mas quando lhe veio esse pensamento em sua mente, logo, desistiu que sentiu uma atração diferenciada pela mulher linda que encontro antes no parque. Corrigindo sua linha de pensamento abriu à garrafa de whisky de maior idade em seu estoque, 18 anos de pura maturação, encheu o copo com e em seguida entornou sem gelo, sentou no sofá, e descobriu que o seu pensamento não mudou sobre à mulher. O que estava acontecendo como esse galanteador de primeira linha?

Abriu a agendo de contatos do celular e procurou por uma mulher que estivesse disposta de passar um noite de amor. Ligou para Rebecca, a mulher atendeu.

– Alô, quem é?

– Sou eu, John. – Bebeu um pouco mais da bebida.

O celular ficou muito por alguns minutos, parecia que a pessoa do outro da lodo linha havia desligado, mas ele deduziu que ela voltou a dormir.

Percorreu o dedo pela tela do aparelho procurando por uma antiga namorada ou melhor pela pessoa que passou mais tempo como ele, alguns dias.

– Sabrina Wilson? Quanto tempo que não nos falamos?

– Quem está falando? – Falava e comia alguma coisa.

– Gatinha, aqui é John Smith. – Sorriu para o aparelho.

– Como ousa ligar para mim depois de tudo o que fez para mim, eu te liguei muitas vezes e nunca me atendeu, agora vem querer que eu seja seu brinquedo por algumas horas?

– Hei! Eu te liguei…

O celular ficou absolutamente mudo, John desligou o aparelho e foi lembrando de tudo o que fez para todas a mulheres que continha em sua agenda telefônica, percebeu que estava tendo atitude de idiota, sem ao menos ter uma chance de se redimir como todos elas, apenas ficou no seu tríplex sozinho. Algo que o dinheiro não pode comprar é a felicidade de estar com a pessoa amada. Percebeu que havia um buraco dentro do seu espírito e não podia continuar nesta vida de superficialidade. É preciso mudança.

No dia seguindo teve a ideia de ajudar instituições de caridade que lidava com caso de mulher agredida. Ligou para primeira instituição que achou e pediu encontro e visita para analisar a administração do local. Conseguiu ser atendido imediatamente, poderia ir a qualquer momento.

Chegando no local, foi recepcionado pelo diretora da instituição.

– Olá, senhor John!

– Como foi de viagem até aqui?

– Obrigado por perguntar Carmen, foi um passeio agradável de primeira classe. – Sua expressão estava branda.

– Não quero perder tempo e gostaria de conhecer as instalações. – Aponto para que ela fosse na frente.

– Claro! – Sorriu d forma espontânea.

Enquanto caminhavam pelas instalações as mulheres o olhava com desconfiança, Carmen mostrava tudo e explicava as variáveis circunstâncias pela qual essas mulheres estavam ali. Tudo era bem modesto e na maior parte do tempo as pessoas ficavam ociosas, não havia psicólogo e terapeuta para acelerar o processo de recuperação.

Após percorrem as modestas instalações foram para o pequeno escritório tratar do quanto ele estava disposto a doar para aquela instituição. Carmen recebia diversas pessoas todos os dias e não esperava que a metade dos que visitava a casa estariam disposto a doar algo para recuperar essa mulheres, pois sempre diziam que haviam emergência maiores para recuperar na sociedade do que um monte de mulheres que se desentenderam com algum homem.

Na saída de instituição John agradeceu Carmen por tudo e foi em direção do táxi que o aguardava, antes que pudesse entrar no carro um homem encapuzado com uma arma na mão direita pediu que desse todos os pertences, John ficou sem reação, colocou a mão no bolso para tirar o celular, lamentavelmente o ladrão atirou sem piedade na perna de John, que caiu no mesmo instante. O ladrão saiu correndo sem levar nada, apenas uma vida sem futuro.

A ambulância chegou em poucos minutos, os paramédicos e viram que havia muito sangue saindo e precisavam estancar o quanto antes, pois a perca de sangue iria matar o paciente. Foi a primeiro procedimento que fizeram, estancaram o sangramento e depois colocaram John na ambulância e foram passando por todos os semáforos fechados que podiam até chegarem ao hospital.

A maca entrou com toda velocidade no hospital, as pessoas saiam da frente ao ver o frenesi. O sangue voltou a jorrar e seria preciso uma cirurgia de emergência, a equipe de cirurgia correu para a sala onde aconteceria o procedimento. A médica estava esperando com todo aparato em sua volta.

A cirurgia foi um sucesso conforme a gravidade e complicação do procedimento adota para estancar o sangramento, à bala atingiu um locar delicado perto da virilha e qualquer erro poderia deixar o paciente com graves sequelas.

John acordou e não sabia o que tinha acontecido, viu uma mulher loira parada na porta esperando que ele abrisse os olhos e pensou que fosse um enfermeira.

– Olá! O que aconteceu comigo? Seus olhos estavam semiabertos.

– Bom dia! Senhor John, você entrou em choque por causa da perca de sangue e tivemos que realizar uma cirurgia de emergência. – Descruzou os braços.

– Você não está me reconhecendo? – Ela sorriu para ele.

– Agora estou me lembrando de você. – Deu um pequeno sorriso.

– Quando você se recuperar poderá correr novamente. – Falou seriamente.

– Eu sou um novo homem e não pretendo ficar dando em cima de ninguém. Percebi o quanto estava fazendo mal para essas mulheres e decidi ajudar instituições de caridade como forma do meu arrependimento, eu tinha um vazio dentro de mim que não conseguia suprir, então, partia para compensar esse vazio com às mulheres.

– Conseguiu tampar esse buraco com a filantropia?

– Não consegui, mas quando percebi o que estava me causando essa busca pelas mulheres, isso foi a minha cura para não querer todas e agora penso em querer apenas uma mulher. Tal mulher que seja inteligente; adorável; esperta; que tenha um senso do que é certo ou errado como ninguém.

– E quem poderia ser essa mulher? – Cruzou os braços novamente e ficou de pé ao lado da cama.

– Uma mulher de quem eu não para de pensar e que em muitos dias me tira o sono por achar que nunca poderei ter esse amor retribuído. – Seus olhos brilhavam como duas safiras.

– Por que você não convida ela para sair e ver o que acontece. – Descruzou os braços e sorriu descontraída.

– Gostaria de almoçar comigo, aqui? – Sorriu de um jeito atraente como nunca.

– Adoraria, seu eu não estiver ocupada. – Sorriu com os dentes branco.

– Aliás, fiquei sabendo que você irá mudar a vida de muitas mulheres e acho que sua dívida será quitada e não acho que tenha estragado tantas vidas assim. – Ficou de frente a cama e apoiou no ferro da cama com as mãos.

Depois deste jantar houve muitos outro jantares, mas John nunca mais voltou a ser o mesmo e quando o ladrão foi preso ele foi visita-lo na cadeia, perdoou tudo que ele fez, mas sabendo que se não fosse aqueles dias no hospital nunca teria voltado a encontrar a mulher da sua vida. O destino nunca deixa amparados aqueles que acreditam que as coisa poderão dar certo e que buscam fazer o melhor para o próximo, não para serem melhore e, sim, para transformar o mundo um lugar melhor.

CASA FANTASMA

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Havia uma casa que não foi comprada por algum tempo, uma casa que foi construída no século VIX, a placa de vende-se estava caída e desbotada na frente do jardim. O casarão estava avaliado pela metade do preço, assim sobrando dinheiro para o casal executar as reformas necessárias.

O casal fechou negócio com o corretor e fizeram toda à parte da papelada para transferência para o nome do homem. Ficaram tão felizes que queriam morar logo na casa e sem pensar levaram cama; fogão e algumas coisa para sobrevirem até que à reforma ficasse pronta.

Os dois conversavam deitados na cama por horas, isso era o momento de colocar o assunto em dia, foi quando ouviram um barulho vindo da cozinha improvisada; um barulho de algo batendo ferro contra ferro. Ele se levantaram para ver se havia entrado um ladrão dentro da casa, assim o homem moveu-se lentamente para averiguar a situação, mas foi em vão e não conseguiu ver nada, sugeriu que seria barulho do encanamento velho. Voltaram à dormir tranquilamente.

A obra estava formada com caminhões para todos lados, pessoas entrando e saindo da casa, tudo era rápido e preciso para o acabamento ficar com qualidade. O casal ficava vistoriando a reforma com muita cautela para que tudo ficasse como eles sonharam durante os sete anos que estão juntos.

Durante à noite o silêncio voltou a reinar nos ambientes da casa até que novamente o barulho da noite anterior voltou, mas foi quando o homem estava bem perto, começou a bater sem parar, quando o rapaz seguiu o som descobriu que vinha debaixo da pia. Abriu à porta do armarinho e viu uma criança com os olhos negros, o rapaz pulou para traz de susto, mas queria saber quem era a criança e o que estava fazendo debaixo da pia. Como uma passe de mágica a criança sumiu deixando uma bola de tênis para trás.

No dia seguinte pensou que havia que tudo que vivenciou na noite anterior não passava de um sonho e deixou para lá e seguiu em acompanhar à obra. Ele contou tudo para a esposa sem acreditar em nada do que falara.

A noite chegou rápida e os dois estavam cansado, querendo tomar banho para limpar toda a poeira acumulada em seus corpos. Abriram o chuveiro para tomarem um banho juntos, porém o que saiu do chuveiro foi água da cor de sangue, saíram correndo para o quarto, quando chegaram lá suas coisas estavam reviradas por todo lado, não compreenderam o que estava acontecendo e acharam que foi a criança que estava furiosa por eles estarem morando ali.

No dia seguinte foram buscar respostas na imobiliária. No momento que chegaram na imobiliário chamaram pelo corretor que os havia fechado à compra, foram informados por um homem que o funcionário morrera de um acidente de carro banal, se entreolharam assustado e de imediato perguntaram que alguém morreu no interior da casa, o sujeito apenas disse que uma família foi morta pelo patriarca da família. Em seguida perguntaram se havia um menino de pelo menos uns oito anos.

O homem disse que o menino foi o último a ser morto e que presenciou à morte de todos na casa, pois este estava escondido debaixo da pia e as mortes aconteceu na cozinha quando os demais estavam tomando o desjejum matinal.

Não quiseram saber de mais nada e em seguida que souberam da história colocaram placa de vende-se em frente da casa, o dois voltaram para sua antiga casa, mas antes que chegassem viram uma menino no meio da estrada, com um movimento de reflexo o rapaz virou o volante abruptamente para a contramão, vindo um caminhão que os acertou em cheio não dando chance para haver sobrevivente.

O caminhoneiro relatou aos polícias que tinha visto uma criança entra no mato e que fosse atrás dele para saber senão era filho dos moribundos.

A casa ainda está à venda durante todos esses anos até que um novo casal se encantou com ele para ter seus filhos brincando pelos cômodos. E você quer vir morar na casa com muitos hóspede ocultos em seu interior?

 

 

 

 

 

 

Mistério Do Sol

tutmask2        Os raios de sol se confundem aos cabelos de Calil, com olhos verdes que procuravam sempre algo para observar, percorre à rua que dá para o seu emprego de auxiliar administrativo, ele nunca pensou em fazer uma faculdade, mas quando recebeu seu primeiro salário pensou de imediato em cursar uma faculdade, aliás a faculdade de seus sonhos, administração de empresas. Como qualquer rapaz de 18 anos gostava de ir ao cinema no final de semana, porém seu hobby preferido é astronomia, perdia-se em observar as estrelas por horas.

Sua cadeira não é muito confortável, levanta de vez enquanto para amenizar o desconforto e em uma dessas idas para buscar café passa por dois homens que estavam conversando sobre um tesouro perdido que viram uma reportagem em uma revista que fala sobre esse assunto, encheu sua xícara com café e sorveu até à última gota. Seu relatório sobre os gastos da empresa estava quase pronto, sendo assim lhe sobrava um tempo para conversar com os outros funcionários da empresa.

No quadro 1 por 1 ao lado havia um homem que ficava divagando entre o trabalho e uma olhada na internet. Calil encostou na porta de entrada observando o homem entrar em um site de mistério, quando percebeu que estava sendo observado, logo, mudou de tela para a que estava fazendo um gráfico das despesas da empresa. Calil fez um som com à garganta em sinal de sua presença, o homem o olho disfarçadamente.

– Para com isso, sei que fica navegando na internet.

– Estou perto de completar um ano aqui e não sei o seu nome. – Coçou a cabeça.

– Como se chama? – Seus dentes brilharam em um sorriso largo.

– Eu me chamo Simon Augusto. – Sorriu de volta.

– Como não nos falamos durante todo esse tempo. Falou de forma surpresa.

– Ei, não faz tanto tempo assim que trabalho aqui. – Seu olhar era apreensivo.

– Como você se chama?

– Calil Sigma Ameland, ao seu dispor. – Inclinou em forma de reverência.

Os dois passavam tanto tempo trabalhando que não perceberam que existiam outras pessoas em sua volta. A percepção do tempo para eles era como se o dia faltasse algumas horas para fazer o que tinham de fazer e com isso, em muitas vezes, encurtavam o almoço para consegui fazer tudo no prazo.

Augusto abriu à página em que estava vendo antes de ser interrompido, sem se deixar incomodar por seu observador à porta. Olhou tudo que estava escrito e quando voltaria para continuar o seu trabalho foi interrompido novamente.

– Ei!

– O que você está lendo nesta página? – Falou pausadamente com cara de curioso.

– Estou lendo sobre o que me levará para fora desta sala para o resto da minha vida. – O entusiasmo em sua voz é quase palpável.

– Onde isso vai te levar? – Calil é muito curioso e quer saber te todos os detalhes.

– Não devia estar falando disso com você. – Virou para fazer o que estava fazendo e recusou responder perguntas.

Faltava pouco para o expediente acabar e Calil não deixaria de saber como sair deste lugar de uma vez por todas. Então, pensou em abordar Augusto na hora de ir embora.

Pegou suas coisas em cima da sua mesa e saiu correndo pelo corredor em busca daquele que o levaria para uma nova vida, mas sem ao menos essa pessoa saber disso. Sua vontade de mudança de vida o faria buscar caminhos inexplicáveis, mesmo que esses caminhos o levasse para lugares sem volta. O que teria que perder?

– Augusto, me espere! – Gritou pelo corredor.

– Deixa eu recuperar o fôlego. – Expirando e aspirando o ar com toda força.

– Seu forte não é praticar esportes? Seu tom de deboche fez várias pessoas olharem para eles.

– Pode me chamar como o pessoal de casa me chama: Cal. – Um leve sorriso pareceu em seus lábios.

Os dois ficaram do lado de fora conversando sobre tudo que sabiam sobre mistérios, mas quando Augusto começou a falar tudo que sabia sobre seu caso de mistério, podia observar uma pessoa falando e a outro, apenas, balançando à cabeça positivamente.

O final de semana chegou, sábado de manhã, onde Augusto preparara um café-da-manhã como ele sempre gostou e fazia anos que não mudava o que comer neste período da manhã, ovos fritos com café com leite. Logo, corre para ligar o computador e analisar tudo que podia sobre o mistério do sol.

Entrou em um site que dizia vender um livro com instruções sobre o tesouro perdido e no índice do livro dizia que o tesouro era da princesa Nerfetiti, um tesouro que nunca foi descoberto e com ele o corpo da princesa mais bela que o Egito poderia ter tido. O rapaz não pensou duas vezes e arrematou online o livro com seu cartão de crédito, iria demorar dois dias para chegar.

Calil estava do outro lado da cidade em uma feira livro de antiguidades, queria tentar se informar com alguns vendedores sobre o tesouro que estava preste a buscar em um país distante. Percorreu diversas bancas, consultando sobre informações do tesouro, mas isso foi em vão e sem respostas estava preste a sair do local, antes que o fizesse, foi interrompido por um homem bem velho.

– Meu rapaz, o que você procura não pode ser descoberto por qualquer um.

– Como você sabe o que procuro?

– É fácil! Está escrito em seus olhos. – Falou com sinceridade e calma.

– O tesouro que busca está escondido em um lugar sagrado, quem o violar será púnico com os poderes dos deuses. Mas, quem de coração escolher vai ser permitido tê-lo.

– Senhor, como assim “quem de coração escolher vai ser permitido tê-lo”?

Antes que o velho pudesse responder sumiu em meio à multidão, sem dar chance de Ameland fazer-lhe mais uma pergunta. Ficou com à frase do velho em sua mente, sabia que precisava achar à resposta para essa pergunta para identificar a chave do tesouro e era conhecido que os faraós não guardavam um tesouro para serem descobertos com facilidade por qualquer pessoa.

Na empresa os dois trocaram informações que conheciam e a nova informação lhes aumentava à vontade de ir rapidamente para o local do tesouro, então bolaram um discurso que fariam para o chefe do departamento para sem demitidos.

– Senhor John, poderíamos falar a sós? As mãos estavam molhadas de suor, a expressão de aflição era nítida.

– O que vocês querem? Se for rápido, pois não tenho tempo a perder. – Sua expressão é neutra, desprovida de qualquer afeto.

Os dois falaram quase ao mesmo tempo em sair da empresa, haviam ensaiado o enredo várias vezes para que seja convincente. John fazia caras e bocas para dizer alguma coisa, mas era interrompido no mesmo instante com um deles acrescentando um fato. De modo algum John não queria perder os melhores funcionários que tinha, mas à história foi contundente e irrefutável.

– Senhores, tenho de lhes dizer que não é fácil perder dois dos melhores que tenho, porém sua justificativa foi o suficiente para que eu os deixe ir.

Contaram uma história que queriam realizar o sonho de abrir o próprio escritório e buscar a independência financeira que tanto desejaram e foi aceita pelo fato de John ter feito o mesmo no começo de sua carreira. Tudo seria acertado em poucos dias.

O preparativo para a partida para o Egito estava faltando apenas Calil descobrir alguém que queira ficar com seu cachorro, ele não iria larga-lo com qualquer um. Sua antiga namorada seria a escolhida para ficar com o animal até que ele voltasse da viagem.

Angelina teve um caso com Calil há pouco tempo, mas foi um namoro conturbado por brigas e ciúmes. O rapaz gosta de conversar e conhecer pessoas novas e isso foi motivo de muitas brigas, contudo ela não sabia ficar sem cachorro e quando via algum perdido na rua logo ficava com os olhos lacrimejados.

Quando viu Calil pelo olho mágico não acreditou que estava ali e disse que não queria se reconciliar com ele pelo fato da última briga que tiveram, ele bateu insistentemente até que abrisse a porta. Ela o viu com um filhote no colo e não teve como recusar um animal tão fofo como aquele.

– Fique com ele por alguns meses? – falou com amor nos olhos.

– Preciso ir resolver algumas coisas e volto para busca-lo.- estendeu os braços para perto dela.

– Tudo bem! Segurou o cachorro e afagou sua cabeça.

– Ele gosta de passear pela manhã e gosta de bastante carinho, assim como eu – Saí em disparada e rindo.

No avião os dois ficaram conversando alegremente sobre muitas coisas que viveram em suas vidas, perceberam que tinham muitas coisas em comum. Um completava o outro, enquanto Calil era ágil, comunicativo e audaz, Augusto era estudioso, hábil com computadores e gostava de ler.

Poderiam ficar conversando sobre tudo que se identificavam, em certo ponto da conversa Calil falou como foi abandonado por sua mãe e mencionou que seu pai havia morrido em uma guerra estupida. Descreveu como sua família de origem Holandesa migrou para uma terra desconhecida e como tiveram que sobreviver. Seu único parente que sabe onde mora é sua vó materna com quem tem contato regularmente e nunca sentiu falta da sua mãe, pois sua vó completava tudo do que precisava em um parente. Augusto explicou como era fácil deixar alguém sem se importar, desta forma aconteceu semelhante em sua família, seu pai foi comprar cigarros e nunca mais voltou, sua mãe teve que desdobrar em dois empregos para conseguir pagar as contas que nunca esperam à vida se resolver.

No próprio aeroporto, Egito, conseguiram um guia que os levassem para as pirâmides, como todo guia Osíris Mahlab gosta de conversar e explicar tudo que vê. Logo, começou a mostrar mulheres com véu no rosto chamado hijab, era muito comum às mulheres esconderem a parte que provocava a sexualidade e deixando apenas os olhos à vista de todos.

– Senhores, os levarei para o lugar mais visitado de nosso país, as pirâmides. – seu sotaque é carregado.

Augusto respondeu com um gesto de cabeça, mas antes que fossem pediu que os levassem para um restaurante para compensar a pouca comida que lhes foi servida no avião.

Ao anoitecer montaram acampamento para descansar um pouco da longa viagem, o vento está aumentando conforme passa o tempo e foi aconselhável pelo guia que ficassem na barraca até que tenha passado, pois ele sabia que a qualquer hora poderia vir uma tempestade de areia.

Do lado de fora da barraca ouvia-se o vento uivar com força, a barraca tremulava parecendo que iria levantar voo com um pouco mais de força do vento, então Osíris pediu que cada um segurasse em uma ponta para não perderem a proteção que dispunham.

– Amanhã iremos ver as pirâmides. – seu sorriso é amarelo, mas verdadeiro.

– Obrigado. Cali se virou no colchonete para descansar. Dormiu no mesmo instante.

A escuridão se misturava com o barulho do vento forte, parecendo que era tudo um sonho que estavam vivendo, nenhum dos dois sabiam o que era sair do país natal, entretanto sabiam que jamais iriam esquecer aquela viagem fascinante. Toda história imortaliza nos corações das pessoas que as transmitem de uma geração à outra e, assim sendo, essa seria à história de suas vidas e das vidas de seus sucessores.

Foram acordados com sons de cavalos relinchando perto da barraca, o sol brilhava em sinal de que já é dia, levantaram rapidamente saindo para ver que barulho seria aquele que ouviram. Os olhos estava acostumando com a claridade, quando viram homens vestidos de negro com espadas nas mãos, Augusto coçou os olhos na tentativa da imagem que estava vendo não é uma miragem do deserto. Isso foi em vão, o que estava vendo é real.

Um homem desceu do cavalo e mostrando que é o líder do grupo, fez sinal para que estavam fazendo aqui, ficou gritando em uma língua diferente. Calil gesticulou em sinal de paz, mas foi interpretado pelo grupo como forma de guerra, fazendo todos desmontar do cavalo com as espadas nas mãos.

Um homem com uma cicatriz no rosto empunho a espada e das costa tirou uma corda, dela cortou em três partes com um punhal com cabo de madeira. Ficaram ajoelhados, o primeiro a ser encapuzado foi Osíris, em seguida Augusto e quando foi a vez de Calil ele deu um giro com o corpo, rolou na areia e desvencilhou dos homens como quem desvia um quaterback, mantou no cavalo com agilidade surpreendente e fugiu em direção ao nada. Na fuga o cavalo de Calil ficou lado a lado com o saqueador, mas quando o rapaz fez equitação sabia pular no tempo certo, ficou esperando o momento certo para pular, o homem puxou a camisa do jovem, até aparecer um buraco e pulou para o outro lado à tempo do cavalo consegui se impulsionar para frente, os perseguidores afundaram na areia com cavalo junto. Gritaram palavra desconhecida enquanto viam Calil galopar como um verdadeiro jóquei.

Ameland ficou vagando pelo deserto sem saber para onde ir, para qualquer lado que olhava fica sem saber em qual direção continuar naquela busca pelo nada, não existia oásis por perto e mesmo que conseguisse descobrir seria tarde, pois o seu corpo estava muito desidratado. Antes dos seus olhos fecharem avistou um homem em um dos morros de areia.

Mohamed era viajante que gostava de passar dias e semanas no deserto, sabia como ninguém como entrar e como sair da armadilhas do deserto. Ele forçou o cavalo em direção ao rapaz, no começo desconfiou que estava morto, sem dúvidas quando aproximou-se um pouco mais percebeu que existia um sopro de vida. Segurou no colo o corpo imóvel e com uma das mão segurou às rédeas do cavalo, colocou o rapaz na anca do seu animal e amarrou a rédeas do cavalo cambaleante.

Calil abriu os olhos com dificuldade, percebeu que estava em local diferente e logo gritou pelo amigo.

– Augustoooooo!

Um homem tentava o acalmar dizendo algumas palavras que não conhecia, os dois ficaram se olhando, o homem lhe deu um líquido para beber e deitou novamente na cama de palha; fechando os olhos.

O sol está à pino nesta manhã, muitas pessoas estão trabalhando com tarefas braçais, Calil observa todo o movimento que o vilarejo fazia. Pensou em sair correndo para socorrer o amigo e o guia, mas foi impedido por Mohamed.

– Onde pensa que vai, rapaz? – Colocando o braço no peito de Calil.

– Tenho que socorrer os meus amigos que foram sequestrados. – Seus olhos estavam marejados.

– Você precisa se recuperar da desidratação que teve. – Sua voz percorreu todo vilarejo.

O homem sabia que nas condições que o rapaz se encontrava não conseguiria ir muito longe e seria presa fácil para abutres.

O vento sibilava entre as dunas de areia em um noite fria que não dava para andar no deserto, faz muito calor durante o dia e à noite faz um frio abaixo de zero, por causa da areia que não retém o calor do sol. Quando não conhecia os caminhos do deserto fica fácil perder-se entre areia e solidão, por falta de água muitas pessoas sentiram alucinações e juraram enxergar miragens para todo lado. As histórias foram contadas por aqueles que sabem os caminhos por onde andar, sendo assim os homens do deserto são os melhores opções nesta hora.

Calil pegou o livro; mapas; uma cópia do escaneamento da empresa japonesa e uma chave que achou escondida no forro do livro, colocou tudo em sua mochila e saiu silenciosamente de sua barraca indo em direção ao estábulos. Seu único pensamento é salvar os seus amigos das mãos dos saqueadores. Quem deixaria um amigo em apuros?

Galopou entre as duna sem medo e frio, consegui fazer o seu cavalo responder todos os seus comandos sem hesitar. Ele havia pego alguns mapas de algumas tribos que o Oásis conseguiu mapear e em um deles estava escrito “Majmueat Alssawda” (Grupo Negro) e segui para esse primeiro.

Quando aproximou-se do clã viu o amigo e o guia em uma gaiola que ficava afastado do grupo e era vigiada por apenas um guarda, estava tendo uma comemoração e nem se importaram por colocar mais homens garantindo que os prisioneiros não fugiriam. Calil com uma adaga cortou as cortas e pediu para que ficassem na mesma posição, mas antes de sair Augusto falou:

– Siga por aquele caminho e chegará no depósito de armas, ascenda fogo com essa água-ardente e depois volte para abrir a gaiola.

– Não saia daí, que volto já! – Saiu com o rosto preparado para à guerra.

Ameland ficou esperando um guarda sair de sua posição para que pudesse chegar mais perto e ter posição para lançar uma garrafa em chamas, mas antes que ascendesse viu que em uma mesa ao lada estava uma pequena tumba, que deveria medir 35 cm de comprimento. Sua curiosidade não deixava passar nada, correu em direção ao depósito lançando à garrafa para dentro, em pouco tempo explosões surgiram e gritos de homem ficaram intensos. Todos correram para apagar as chamas. Calil voltou correndo e quando passou perto do artefato levou consigo. Abriu a gaiola com uma pedra, fazendo todos correrem no sentido oposto do clã.

As estrelas estavam visíveis durante à noite que estavam andando juntos pelo deserto, ainda bem que estavam com um guia, percorriam em direção as pirâmides, mais especificamente à pirâmide onde foi descoberto o Faraó Tutancâmon, o Vale dos Reis do Egito.

Entraram por uma parte secreta que Mohamed conhecia, pois esse era o lugar onde ele brincava com frequência e sem querer descobriu uma rocha solta na construção, no começo pensou em dizer para alguém, contrariado por sua vontade de manter segredo deixou guardado esse segredo, até hoje.

Calil abre a pequena múmia, uma caixa com outras pequenas partes lado sobrepostas uma a outra, antes que pudesse fazer qualquer movimento à peça começou a encaixar uma parte na outra formando um círculo brilhante como um espelho. Augusto abriu o livro onde havia uma inscrição com essa foto, porém alguma coisa se movimentou e viram que as estátuas estavam tomando vida e empunharam gigantes espadas, uma estátua com cara de cachorro se moveu na direção deles.

– Augusto faça alguma coisa, decifre o código! – Calil gritou alto suficiente para todas estátuas os perseguir.

– Estou tentando. – O livro em sua mão tremia sem parar.

Calil corria para todos os lugares que podia e com agilidade desviava das gigantes espada, em um impulso de medo levantou o círculo para o alto que refletia luz para todos os lados em um desses lugares acertou uma pequena pedra que está bem no alto do teto, fazendo as estátuas vivas desmancharem em pó. O chão tremi sem parar, Mohamed ajoelha no chão, se entreolharam com caras de espanto, seguidamente, viram uma fenda abrir no chão os fazendo cair sobre uma pilha de ouro e jóias preciosas.

As risadas ecoaram por todo lugar, um olhava para o outro sem deixar o sorriso sair dos lábios. Ficaram nesse frenesi por meia hora até que Augusto sugeriu o seguinte:

– Esse tesouro não nos pertence! Falou com os olhos marejados.

– Espera aí, de quem pertence esse tesouro? Calil falou de forma calma.

– Ao povo Egípcio. – Suas mãos estavam cheias de ouro que escorria entre os dedos.

Mohamed concordou com o que fariam com o tesouro e foi nos vilarejos perto para buscar transporte para começarem uma revolução. Todo o tesouro seria investido em hospitais pelo país e deixou Mohamed como cumpridor desta tarefa, Mohamed ficou satisfeito com à tarefa que teria que realizar.

No aeroporto os três se despedem com muita emoção, mas o único que chorou foi Mohamed, Calil e Augusto não iriam deixar de cultivar uma amizade que conquistaram em um país distante.

No Brasil Calil sentia dificuldade para levar sua mala pelos corredores.

– O que você tem? Augusto apreçou o rapaz.

– Preciso te mostrar uma coisa.- Segurou no antebraço do amigo.

Os dois entraram no banheiro masculino e por sorte não havia ninguém, mas Calil entro em uma cabine com Augusto, que ficou desconfiado da atitude estranha. Calil abre à mala-de-mão fazendo cintilar brilho como uma lanterna ligada para todos os lados e no mesmo instante Augusto fecha a mala. Há várias pedras de diamante no interior da mala.

– O que você está pensando com isso.- Falou sussurrando.

Um homem que estava do lado de fora começou a prestar atenção na conversa.

– Deixa eu fazer o que quiser. – Falo calmamente.

– Esse será o nosso futuro. – Sorriu com confiança.

Andando pelo shopping observaram uma reportagem que dizia que um homem havia doado milhões para construções de hospitais pelo Egito.

Calil não poderia ficar sem o seu companheiro, indo busca-lo na casa de sua ex-namorada, mas desta vez bateu à porta com cautela e na altura do olho mágico escondeu seu rosto com rosas vermelhas. Ela abre a porta.

– Seu cachorro comeu normalmente. – sua cabeça estava direcionada para o animal.

– Eu não vim somente por causa dele. – Entregou as rosas para Angeline.

Um beijos surgiu sem ser pedido em meio ao amor que os dois haviam um pelo outro e como poderiam ficar separados duas almas que foram feitas uma para a outra?